De Salvador, Illa foi criada em um ambiente artístico e musical. Influenciada pelos pais, a mãe, diretora de teatro e o pai, artista plástico, começou a tocar profissionalmente na noite soteropolitana ainda na adolescência como baterista e percussionista. Fez parte de diversas bandas da cena local, como Quilombo Paradizo (Rock Progressivo), Pã (Funk), Afrogroove (Manguebeat), Navelouca (Rock'n roll), Ekoara (MPB) e Formidável Família Musical (Folk-rock), além de tocar com artistas como Júlio Caldas, João Sereno, Ione Papas e Mou Brasil.

Aos 8, aprendeu bateria com o Mestre Sabará, no sul da Bahia e aos 16 anos iniciou seus estudos de percussão erudita em oficinas da Universidade Federal da Bahia – UFBA, o que a levou a ser convidada a participar da Orquestra Jovem Dois de Julho - NEOJIBÁ como percussionista e professora de percussão erudita do Núcleo Mirim. Com a orquestra, tocou em diversas turnês nacionais e internacionais, apresentando-se ao lado de artistas como Carlinhos Brown, Ricardo Castro, Mario Ulloa, Gustavo Dudamel e cantoras consagradas como Suzana Baca e Mercedes Sosa.

Desde 2008, Illa integra o “Samba das Moças”, projeto pioneiro em formar uma banda de samba de roda exclusivamente de mulheres. A banda alcançou grande destaque no cenário soteropolitano, abrindo shows de artistas como Margareth Menezes, Ilê Ayê, Mart’nália, João Bosco e “Buena Vista Social Club”, além de eventos particulares para personalidades como Adriane Galisteu, Dona Canô e Maria Bethânia. E ainda compartilhou o palco com grandes nomes como Vanessa da Matta, Alcione e Caetano Veloso. O sucesso as levou dos principais eventos de Salvador e viagens pelo nordeste até a África, quando, a convite da Embaixada Brasileira de Nairobi, representaram o Brasil no Quênia, numa turnê internacional.

Participou dos festivais da Educadora FM de 2010 e 2012, como compositora e intérprete, onde classificou “Divino Sonhar” e “Flor de Xangô” entre as 40 melhores músicas selecionadas. Em 2013, gravou e co-produziu o seu primeiro disco autoral, “Flor de Xangô”, ao lado de Júlio Caldas e Richard Meyer, que teve a música “E o que Virá?!” indicada à categoria de melhor voz no prêmio Caymmi do ano de 2015.

Atualmente, circula no eixo Rio-São Paulo-Salvador, pesquisando novas estéticas sonoras, compondo e produzindo um novo trabalho (2019) e com os shows "Flor de Xangô", autoral, "Bossa Bahia", releitura em samba jazz de sucesso da música baiana, além do espetáculo musical de forró  "De Onde Vem o Baião" e o projeto de resgate de conhecimentos tradicionais "Mestras do Saber", com Mônica Millet, pelo Núcleo Artístico Xirê Yabá.

 
 
 

Flor de Xango é o primeiro trabalho de Illa Benicio: religiosidade, empoderamento feminino, poesia, pertencimento e estética glauberiana cobertos de samba rock para dançar e impactar pensamentos. Com 9 composições próprias, a obra, lançada em 2013, é um reflexo da vida da artista, especialmente da sua inquietação cotidiana, ungida por um desejo infinito de liberdade que só é apaziguada pela fé que a Bahia, seu estado natal, lhe provê de sobra.

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